terça-feira, 14 de setembro de 2010

Depressão - Mal da alma

No Brasil, 18% da população tem esta doença, mas nem só de remédios é feito o tratamento. No mundo, cerca de 120 milhões de pessoas estão deprimidas conforme o raking de doenças incapacitantes da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2020 a depressão ultrapassará os diabetes, a hipertensão e a dor nas costas em números de doentes, perdendo apenas para distúrbios cardíacos.
A depressão é uma doença que não atinge uma faixa etária preferencial, mas atualmente os idosos tem sido as vítimas frequentes. Entre os sexos, existe um certo predomínio sobre as mulheres, geralmente elas são submetidas a uma sobrecarga de tarefas.

Mas de fato, o que é depressão? Alguns consideram que trata do "mal da alma".
Para Dr. Rodrigo Bazan, médico, membro da Academia Brasileira de Neurologia e professor de neurologia da Unesp de Botucatu, existe uma diferença entre tristeza e depressão: tristeza é um sentimento elaborado em nível cerebral que acontece quando se perde um emprego, um ente querido, um animal de estimação, etc. Mas quando ela se torna uma carga muito pesada, algo crônico e amplificado, deixa de ser um sentimento comum e tende a ser um quadro de depressão.

O médico conta que a chamada depressão endógena é uma vertente que não tem causa externa aparente, surge espontaneamente, sem uma causa indentificável. Ainda não se sabe qual a base biológica que gera este tipo de doença, mas pressupõe que seja a hereditariedade.

O tratamento vai depender do grau da doença, uma depressão muito leve, pode ser tratada com psicoterapia que corresponde a 50% ou mais do tratamento; ela é uma maneira de tratar o paciente por meio de palavras e não com remédios. Nela se fortalece o ego do paciente, encorajando-o a enfrentar seus próprios problemas.

Já a depressão moderada, ou mesmo avançada, necessita além da abordagem farmacológica, da atenção da família, pois o indivíduo na fase inicial do tratamento tem que ser monitorado, uma vez que estes medicamentos possuem efeitos colaterais. Terapias alternativas, como acunpuntura, fitoterapia, terapia ocupacional, hidroterapia, homeopatia e exercícios físicos podem ser usados como auxiliadores do tratamento. A endorfina, substância liberada durante a atividade física, promove uma sensação de prazer, alívio e combate da dor, pode-se dizer que é um combate natural ao próprio processo de depressão. Então aproveite! Invista em algo que descarregue as tensões e gere prazer.

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